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Ministro da Cultura Juca Ferreira encerra o I Encontro da Rede de Produtores de Fotografia no Brasil

Posted in Eventos - Brasília, Eventos nacionais, Notícias on 01/06/2010 by afotobrasilia
Aconteceu em Brasília, nos dias 28 a 30 de maio, o primeiro encontro da Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil. Estiveram presentes representadas 149  inciciativas e projetos, vindas de vários  estados brasileiros.
O I Encontro da RPCFB teve como finalidade o debate de diversas questões que envolvem a produção cultural da fotografia brasileira, destacando-se a fotografia sob o impacto das novas mídias, fotografia e inclusão sócio-cultural, fotografia e memória. A RPCFB vai propor ações de cooperação na formulação de políticas públicas capazes de difundir e consolidar a produção fotográfica no país. A pesquisa e o mapeamento da fotografia brasileira também fazem parte das principais pautas da agenda da rede.
Representando Brasília, participando das discuções e da elaboração do texto final, estavam presentes a AFOTO, A Casa da Luz Vermelha, Candango Fotoclube, Fotoclube F508, Lente Cultural, Photo-Agência, Universidde de Brasília  e Universidade Católica.
Abrindo o evento Angela Magalhães contou um pouco da história da INFOTO, da Funarte, e das semanas de fotografia realizadas na década de 80.
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, encerraram o evento no dia 30 de maio.

O ministro Juca Ferreira reforçou a necessidade de reforma do modelo de fomento, para atender fotógrafos de todas as regiões do país. “É preciso que a fotografia esteja na sala de aula, nos museus, nos espaços públicos, nos encontros de cultura brasileira no exterior”, enfatizou.
O secretário executivo Alfredo Manevy afirmou que, ainda este ano, o Ministério da Cultura deve lançar fundos setoriais para aumentar o investimento público direto nas artes e que o fundo das artes visuais vai injetar orçamento direto na produção fotográfica.

A formação da Rede de Produtores Culturais de Fotografia é o marco de uma nova fase da fotografia brasileira, fortalecendo o seguimento, promovendo a troca de informações e de produções. Uma rede que junta as pontas do país.  (fotos: Sérgio Almeida)


Angela Magalhães fala das semanas de fotografia do INFOTO-FUNARTE

Ricardo Resende, FUNARTE, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, encerraram o evento com promessas de mais recursos para a fotografia

Estiveram no encontro representantes de mais de 120 iniciativas do setor de fotografia do Brasil

Carta de Brasília

Posted in Eventos - Brasília, Eventos nacionais, Geral, Notícias on 18/05/2010 by afotobrasilia

Os representantes de Brasília, inscritos na Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil, (Rinaldo Morelli-AFOTO, Humberto Lemos e Janaina Miranda-Fotoclube f/508, Kazuo Okubo e Bruna Neiva-A Casa da Luz Vermelha, Roberto Castelo-Lente Cultural, Gisele Porcaro-Candango Fotoclube, José Rosa-FotoLata, Eraldo Peres-PhotoAgência) organizaram no último dia 4 de maio uma reunião, que aconteceu na Universidade de Brasília, fruto de uma ampla convocação entre todos os seguimentos da fotografia na cidade.

Tendo como intenção discutir e debater sugestões a serem levadas para o encontro da Rede em Brasília, e tendo como diretriz os temas já propostos para os grupos de trabalho.

O grupo com  rica diversidade de experiências e pontos de vistas, formado por professores de fotografia, fotógrafos profissionais, publicitários, amadores, produtores culturais e outras pessoas envolvidas com a  criação, promoção e divulgação de projetos visuais  de Brasília elaborou um documento que espelha as ansiedades e as expectativas da fotografia brasiliense, frente a este importante e histórico movimento que está se formando em nível nacional com a organização e formação da Rede de Produtores de Fotografia do Brasil.

O documento que aqui chamamos Carta de Brasília está sendo encaminhado à coordenação da Rede e para os coordenadores dos grupos de trabalho, com o intuito de já munir e subsidiar as discussões de temas e diretrizes que constarão no documento final a ser construído após os debates no Encontro da Rede em Brasília no final de maio de 2010.

Veja aqui a Carta de Brasília

Medo de Internet

Posted in Notícias, Para Refletir on 30/04/2010 by afotobrasilia
Estas fotos são parte de uma campanha publicitária realizada pela agência Ogilvy & Mather ( Frankfurt, Alemanha) para a International Society for Human Rights. Ganhou a medalha de bronze nos Prêmios Clio 2009 em Nova York.
Por: Rinaldo Morelli
fonte:
http://www.ishr.org
http://www.clioawards.com/
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UFSC realiza Festival de Fotografia e Fórum de Fotojornalismo

Posted in Eventos nacionais, Notícias on 26/02/2010 by afotobrasilia

A Universidade Federal de Santa Catarina realizará, entre os dias 17 e 21/05, o Festival de Fotografia – Floripa na Foto e o Fórum Sul de Fotojornalismo. O encontro pretende reunir grandes nomes da fotografia brasileira em palestras, oficinas, workshops, exposições e leituras de portfólio.

Como parte do evento, na manhã do dia 20/05, acontece o Fórum Sul de Fotojornalismo – Ensino, Pesquisa e Extensão em Fotografia Jornalística nas Universidades do Sul do Brasil, que reunirá professores, estudantes e pesquisadores de fotografia jornalística.

As inscrições para participar do encontro vão de 25/02 a 05/04. Para apresentar trabalhos no Fórum, os interessados devem enviar o trabalho pronto para o e-mail:  fo…@floripanafoto.com , de acordo com as regras disponíveis no site do evento. O resultado das inscrições será publicado dia 30/04.

Jean Luc Monterosso

Posted in Notícias, Para Refletir on 09/02/2010 by afotobrasilia

Conversa com Jean Luc Monterosso, criador do Móis de La Photo, em Paris e um dos responsáveis pela elevação da fotografia ao estatus de arte.

Joel Peter Witkin

Por Cynthia Garcia

O senhor já veio ao Brasil algumas vezes, numa dessas comentou que há uma autarquia de profissionais brasileiros na fotografia. Por quê?

O Brasil, praticamente, é um continente onde se fala a mesma língua.

É mais voltado para a Europa que para a América Latina. É um país que tem uma tendência a se bastar a si próprio, tanto na esfera econômica quanto na cultural. Percebi que 80% das coleções de fotografia dos grandes colecionadores brasileiros são compostas por artistas brasileiros. O que não é mal: o país consegue consumir seus artistas, mas não deixa de ser um reflexo de uma autarquia artístico-cultural.

 Dziga Vertou dirigiu Man With a Movie Câmera, Hitchcock fez Janela Indiscreta e Antonioni , Blow Up, três clássicos, antes do advento do pixel, que tem como personagem central o fotógrafo. O que mudou na fotografia do século 21?

Não foi o fotógrafo, mas quem observa a fotografia, o espectador foi quem mudou. A câmera digital tornou-se o receptáculo de nossa memória visual. Somos invadidos por imagens por todo lado, podemos criar nossas próprias imagens. Hoje, a fotografia é um novo idioma, um meio de comunicação ativo pela qual as pessoas exprimem imageticamente através do celular, do computador. Essa mudança afeta radicalmente o olhar do espectador, muito mais que o fotógrafo em si.

A intelectual norte-americana Susan Sontag escreveu em seu “Ensaios” que a foto se tronou tão banal quanto o sexo.

Acho que ela tinha razão quanto ao sexo. Mas existe um tipo de fotografia, como as da mostra Itaú, que possui o poder de sugerir uma extrema sensualidade, retirando o sexo da banalização, revelando outras facetas do desejo.

Valérie Belin

Publicado originalmente na revista impressa Casa Vogue 292 – Dezembro de 2009. Páginas 80 a 83.

Arquivo de Cópias da Magnum

Posted in Notícias on 06/02/2010 by afotobrasilia

 

Imigrantes chineses em NY – Chien-Chi Chang

Cerca de 200.000 cópias do arquivo da Magnum foram vendidas esta semana para a empresa MSD Capital e ficarão no acervo do Harry Ransom Center, uma biblioteca e centro de pesquisas humanas da Universidade de Austin, no Texas.

Cópias vintage de registros históricos como a Guerra Civil espanhola, desembarque das tropas aliadas na Normandia e retratos de personagens como Che Guevara, Ghandi, Frank Sinatra e Marilyn Monroe serão preservadas, catalogadas, exibidas e poderão ser acessadas por fotógrafos e pesquisadores.

No comunicado oficial da agência, pode-se ver algumas das imagens adquiridas.

Na nota oficial do Harry Ransom Center, uma entrevista com o diretor da Magnum e a exibição permanente da primeira fotografia, feita por Niépce, que também faz parte da coleção do centro desde a década de 60.

São Paulo – Renne Burri

Nova Lei da Cultura

Posted in Notícias on 29/01/2010 by afotobrasilia

O Projeto de Lei que substitui a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) entra na pauta do Congresso Nacional no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro. Nessa quarta-feira, 27 de janeiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou à Câmara dos Deputados o texto que torna a lei da cultura mais abrangente e dinâmica.
Seus objetivos centrais são ampliar os recursos da área e, ao mesmo tempo, diversificar os mecanismos de financiamento de forma a desenvolver uma verdadeira Economia da Cultura no Brasil.
Em linhas gerais, as principais novidades são a renovação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), reforçado e dividido em nove fundos setoriais; a diversificação dos mecanismos de financiamento; o estabelecimento de critérios objetivos e transparentes para a avaliação das iniciativas que buscam recursos; o aprofundamento da parceria entre Estado e sociedade civil para a melhor destinação dos recursos públicos; e o estímulo à cooperação federativa, com repasses a fundos estaduais e municipais.
Financiamento
A nova lei transforma o Fundo Nacional de Cultura (FNC) no mecanismo central de financiamento ao setor, criando formas mais modernas de fomento a projetos. Garante-se, assim, que os recursos cheguem diretamente aos proponentes, sem intermediários e com maior participação da sociedade, por meio da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que dará origem a comissões setoriais.
Em 2010, como parte de um processo de transição, o Ministério da Cultura se prepara para a implementação da nova lei. O FNC, por exemplo, recebeu dotação orçamentária recorde, acima de R$ 800 milhões, e fará repasses a fundos estaduais e municipais, impulsionando a cooperação federativa.
Dentro do FNC serão criados oito fundos setoriais: das Artes Visuais; das Artes Cênicas; da Música; do Acesso e Diversidade; do Patrimônio e Memória; do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades, criado por lei específica; de Ações Transversais e Equalização; e de Incentivo à Inovação do Audiovisual. Eles se somam ao já existente Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Transparência
O Projeto de Lei cria um sistema público e transparente de critérios tanto para o acesso aos recursos do FNC quanto do incentivo fiscal. Estado e patrocinadores serão estimulados a aprimorar seus mecanismos de relação com os produtores e artistas com a divulgação de critérios claros para avaliar a dimensão simbólica, econômica e social para o uso do recurso público.
Com base nas diretrizes anuais da CNIC, cuja função é avaliar tecnicamente os pedidos de aprovação de incentivo fiscal, serão criadas comissões setoriais, com composição paritária, formadas por especialistas representantes dos diversos segmentos culturais e com ampla participação da sociedade civil, garantindo a preservação de um patrimônio recentemente conquistado pela sociedade brasileira: a liberdade de expressão. Esse processo também vai agilizar e aperfeiçoar o sistema de análise dos projetos.
Novas modalidades de acesso
Além do fortalecimento do Fundo, o Ministério da Cultura inseriu na proposta da nova lei formas de aprimorar o sistema de avaliação de projetos e diminuir a burocracia. Além do convênio, serão concedidas bolsas e prêmios. A prestação de contas será mais simples, com foco nos resultados do projeto e não apenas em seus aspectos contábeis.
No Projeto de Lei, pessoas físicas e jurídicas, com ou sem fins lucrativos, passam a ter direito de apresentar projetos. A natureza cultural deve estar agora na iniciativa, não no proponente. Ficará estabelecido o prazo de 30 dias para que o Ministério da Cultura conclua a avaliação do projeto cultural.
Investimento
Com o objetivo de atender toda a diversidade cultural brasileira, a proposta da nova lei diversifica, também, os mecanismos de investimento e apoio. Entre elas está o ‘endowment’. Trata-se de um incentivo para que fundações culturais – museus, orquestras e outros equipamentos – constituam um fundo permanente de aplicações de longo prazo, com o objetivo de obter sustentabilidade, estabilidade financeira e diminuir a dependência da renúncia fiscal em sua modalidade atual.
Outro mecanismo é o Fundo de Investimento em Cultura e Arte (Ficart), no qual os investidores se tornam sócios de um projeto cultural. O Ficart ganha agora o incentivo que o tornará atrativo e viável, o que a lei atual não permite.
Veja aqui a integra do projeto.